Enacting Freshness in the UK & Portuguese Agri-food Sectors

Este projeto interdisciplinar, financiado pelo Economic and Social Research Council visa compreender o significado de “fresco” ou “frescura” como atributos-chave para a produção e consumo de alimentos no Reino Unido e em Portugal, focando em três sectores: pescado, aves de capoeira, e frutas & legumes. O principal objetivo é contribuir para o avanço conceptual dos termos “frescura”/“fresco” entendidos como qualidades importantes na produção e comercialização de alimentos, explorando os seus significados entre vendedores e consumidores, incluindo as implicações que têm para a sustentabilidade ecológica, a saúde pública, a segurança e higiene alimentar, e a redução do desperdício.

Em colaboração estreita com vários parceiros comerciais, tanto em Portugal como no Reino Unido, o projeto centra-se nos processos de pós-colheita, distribuição, venda e consumo de alimentos, incluindo os aspetos técnicos e materiais, bem como as competências (perceções sensoriais, conhecimento tácito) que os diferentes atores usam para avaliar e classificar os alimentos como “frescos” ao longo da cadeia de valor. Entre os consumidores, analisamos os significados de frescura nos processos de compra, armazenamento, preparação, cozinha, ingestão e no descartar dos alimentos (“deitar fora”). Analisamos também de que forma os significados de “fresco”/ “frescura” são combinados, substituídos ou postos à prova por outras qualidades alimentares (e.g. sabor, preço, origem de produção); e, finalmente, como esses significados são interpretados através de diferentes tipos de conhecimento.

Os resultados do projeto interessarão investigadores nestas áreas, empresas do sector agroalimentar, entidades governamentais e instituições de solidariedade social (IPSS), bem como organizações não-governamentais (ONGs).


Funded by the ESRC, this interdisciplinary project seeks to understand the significance of ‘freshness’ as a key attribute of food production and consumption in two different national contexts (the UK and Portugal) and for three different commodity sectors (fish, poultry, and fruit and vegetables). Our aim is to advance the understanding of ‘freshness’ as a key quality in the production and marketing of food, exploring its significance for retailers and consumers, including its implications for environmental sustainability, public health, food safety and waste reduction. 

Working closely with a range of commercial partners, the project focuses on the post-harvest processing, retailing and consumption of food including the materials (technologies, devices and infrastructures) and competencies (skills, senses, tacit knowledge) that different actors use to assess and categorise food as ‘fresh’. Among consumers, we will examine the enactment of freshness in practices of food shopping, storage, cooking, eating and disposal; how meanings of freshness are combined and/or traded-off with other qualities of food (such as taste, price or provenance); and how they are understood through different forms of knowledge. 

Our findings will be of interest to food researchers, food businesses, government officials and food-related charities and NGOs.